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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

AOFA - ELEIÇÕES (Biénio 2014/2016)

Convocatória e Lista concorrente às Eleições de 1 de Fevereiro de 2014, para o Biénio 2014/2016

http://www.aofa.pt/rimp/AOFA_Eleicoes_Convocatoria.pdf

http://www.aofa.pt/rimp/AOFA_Eleicoes_Lista_Concorrente_Corpos_Sociais.pdf

Caros Camaradas

Pede-me o nosso Presidente que recorde a fita do tempo relativa às eleições, que terão lugar no próximo dia 1 de Fevereiro, e que divulgue a lista concorrente hoje entrada na sede da AOFA, lista essa que possibilitará prosseguir futuramente, sem qualquer hiato, a defesa dos direitos e expectativas legítimos dos Oficiais das Forças Armadas.

Pede-me, ainda, o nosso Presidente para salientar alguns dos pontos fortes desta lista: A presença de um número muito apreciável de camaradas na situação de activo (cerca de 50%), entre os quais três oficiais do sexo feminino, a continuidade da grande maioria dos que integram os actuais órgãos sociais, o equilíbrio entre os Ramos, a diversidade dos Quadros Especiais representados, a disponibilidade para dar seguimento à actividade da AOFA por parte dos que se encontram na reserva e na reforma, a sensibilidade intergeracional que todo este quadro proporciona, a qualidade, especificamente direccionada para as respectivas funções, de todos os que se juntaram para enfrentarmos os desafios que temos pela frente.

Igualmente de realçar que os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral serão desempenhados por dois proeminentes Oficiais Generais do Exército (TGEN Formeiro Monteiro e MGEN Ferreira da Cunha) e que os actuais Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral (ALM Castanho Paes e COR Barroca Monteiro) permanecem nos Órgãos Sociais transitando agora para o Conselho Deontológico.

Uma última referência para o facto de, na globalidade, a lista integrar 9 (nove) Oficiais Generais dos três Ramos das Forças Armadas, 50 (cinquenta) Oficiais Superiores e 4 (quatro) Oficiais Capitães. 

Com confiança,
Cordialmente,
O Responsável pelas Relações Públicas
Tasso de Figueiredo
COR TPAA

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Vergonhosa Teoria do “São todos iguais”

No momento especialmente crítico em que Portugal e os Portugueses se encontram, consequência directa dos desvarios que têm vindo a ser perpetrados pelos diversos governos, refira-se, democraticamente eleitos, com especial incidência desde a nossa adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1986, o justo desespero instalado na esmagadora maioria dos Portugueses tem vindo a fazer crescer, quase dogmaticamente, a teoria, que apelido de “vergonhosa” do “são todos iguais”. Numa necessariamente breve e “superficial” análise a esta “vergonhosa”, acrescentaria, “muito perigosa” teoria o que se me oferece dizer é, utilizando uma metodologia de “catalogação” das diversas “tendências” que, apesar de diversas desembocam na mesma lamentável conclusão, o seguinte :

O Grupo dos Ignorantes : Infelizmente o reconheço que em Portugal uma parte significativa dos Portugueses, quer por razões culturais, históricas, sociológicas, de insuficiência de “educação” e de “tradição” é extremamente mal-informada por natureza e, infelizmente o afirmo, cada vez mais por opção. A esta imensa mole humana é, adicionalmente, servida, contribuindo decisiva e propositadamente para este estado de coisas, pela generalidade dos Órgãos de Comunicação Social (OCS), quase a totalidade dos OCS, uma dose pornograficamente desmedida, por elevada, de (In)cultura, de (Des)informação, de perfeitas banalidades que rigorosamente em nada contribuem para a mais que desejável e cada vez mais urgente alteração deste infeliz paradigma em que estão mergulhados e perfeitamente em estado comatoso estes nossos concidadãos. Diria que é uma das muitas heranças negativas que vêm ainda, em boa parte, do antes 25 de Abril, transmitidas e até ampliadas a uma nova geração por evidente impreparação da anterior. As pessoas estão, na generalidade, num sofrimento absolutamente atroz mas atribuem esse facto à inevitabilidade do que lhes vai sendo incutido, pior, muitas vezes vendido (antes do 25 de Abril praticamente não havia acesso à Televisão, à Internet….). Mas o que constato amarga e de forma absolutamente alarmante é que este estado de ignorância está inclusivamente a levar um número cada vez mais significativo de Portugueses, sobretudo jovens, a nem sequer já questionar seja o que for porque nem sequer têm a mais pálida ideia de que efectivamente poderemos ter um futuro colectivo incomparavelmente melhor. Há efectivamente uma geração que já nasceu e sempre viveu desta forma. O País não tem qualquer solução senão a que está a ser seguida, dizem, e não há quaisquer alternativas. Assim sendo…. Deixe-se andar e vão-se salvando alguns dias de praia, mesmo essa cada vez mais inacessível, e a plena satisfação de pouco menos de 24 horas de telenovelas, “reality shows”, isto, é claro, enquanto se aguarda pelo início da nova época futebolística. Que se lixe…. Estes ou quaisquer outros “São todos iguais”.

O Grupo dos (permanentemente) Iludidos : Trata-se de um, igualmente vasto, conjunto de Portugueses resignados com o actual estado de coisas mas que optou, convictamente, por alinhar, seja por cansaço, desencanto ou mera ilusão de que pode e deve assim proceder para proteger os seus parcos interesses, com a situação vigente. Atente-se na teoria. “Se são inevitavelmente sempre os mesmos a mandar e a fazer prevalecer as suas teorias, consubstanciadas em vontades, então, eu só tenho é de me adaptar e submeter a esses predestinados e tentar daí recolher algumas migalhas”. Este estado de espírito e sobretudo de actuação é, naturalmente, deplorável. As pessoas literalmente vendem-se e colaboram, algumas de forma absolutamente caricata com os poderes dominantes, tentando inclusivamente influenciar os que os rodeiam no sentido de aderir a este “ideal”. Há quem lhes chame os “Chicos Espertos”, “Sabujos”, “Vendidos” e outros apelidos, esses sim, bem conhecidos da generalidade dos Portugueses. Ora em face deste “estatuto” assumido de escravos, prefiro esta nomenclatura, os amos sorriem, aplaudem e incentivam, por todas as vias o engrossar deste “exército”, designadamente dando-lhes as tais migalhas que tanto imploram, a troco de votos mas sobretudo de uma “evangelização”, também esta com forte apoio dos OCS. Ora em face e perante este “grupo” é evidente que a teoria do “São Todos Iguais” é absolutamente um elemento absolutamente central que importa “passar” e “defender” a todo o custo. Vivem na ilusão permanente e nessa ilusão a única realidade palpável é a da “utilidade” de fazer passar a ideia de que não há alternativas, a bem da manutenção vitalícia dos seus amos no poder. Os tais que comandam a seu bel-prazer as suas vidas a troco…. De “praticamente” NADA!  

O Grupo dos (inconvenientemente) conscientes, ou como diria um Comandante que tive, das “Madalenas arrependidas” : Trata-se de um grupo curioso e crescentemente significativo. Um grupo normalmente constituído por pessoas, conheço algumas, bem formadas e informadas e que assume agora que têm andado a ser “enganadas”. Isto denota alguma evolução positiva. Ora este reconhecimento até seria de alguma forma louvável não fossem os “ses” que de igual forma os levam a alinhar, ainda que nalguns casos mais timidamente, consequência da tal informação acrescida de que dispõe, na mesma teoria do “São todos iguais”. Se por um lado afirmam agora andarem há anos, alguns há décadas, a ser enganados, o que apesar de tudo, convenhamos, não abona muito a seu favor…. pese embora reconhecer que vale mais tarde que nunca, por outro lado os faz entrar num conflito pessoal dificilmente sanável; Afinal existiam alternativas e “eu” nunca as vi (estranho) ou vi mas forcei-me a nunca optar por elas (muito estranho). Como resultado e em abono de uma autodefesa, nada melhor que afirmar que “fui enganado” mas, para não parecer muito mal perante a Família, Amigos e Conhecidos, vou ter de ir mantendo a aparência de que não o fui assim tão “ingenuamente” porque afinal “São todos iguais”. Constituem desde logo uma apetecível fonte de recrutamento do grupo seguinte; O Grupo das “Baratas Tontas”   

O Grupo das “Baratas Tontas” : Faça-se-lhes a justiça. São incomparavelmente mais conscientes, pese embora totalmente inconsequentes, do que os componentes dos grupos anteriores. Para estes a teoria do “São todos iguais” é defensável na base de um misto explosivo de ignorância (q.b.), arrependimento (q.b.) e tomada de consciência de que afinal mesmo as migalhas a distribuir já não lhes chegam porque já há demasiada gente debaixo e à volta da mesa, de joelhos é claro, para as apanhar (as migalhas). Completamente desiludidos, descrentes e consequentemente sem quaisquer forças (e vontade) de alterar seja o que for, entraram no mundo da psicose (Wikipédia : Psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contacto com a realidade") e gritam aos quatro ventos que a culpa “é do sistema”. “São todos iguais, a culpa é do sistema”. Daqui derivam inúmeras teorias, todas naturalmente respeitáveis, mas com as quais discordo de forma absoluta. Enumero apenas duas, sendo que propositadamente e nesta altura não vou discorrer sobre nenhuma delas; “O apelo à abstenção” e, curiosamente, a teoria antagónica do “há que mudar radicalmente o sistema”, “sistema” essa fera medonha inventada e mantida pela democracia que, refira-se desde já, não está isenta de defeitos mas, partilho, é, ainda assim, a melhor das soluções.  

O Grupo dos instalados no poder : Sobre estes pouco ou quase nada haverá a dizer. São afinal aqueles que convictamente “não servem o país” mas, com a mesma convicção, salvo raríssimas (íssimas, íssimas) excepções “se servem do país”. São os autodenominados/autoconhecidos “iluminados” que põe e dispõe, sempre com cândido e inesquecível “dever patriótico”. Não raras vezes surgem de entre um cuidado recrutamento dos “convictamente iludidos” mas, genericamente, advêm de “castas especialíssimas” comandadas pelos interesses mais obscuros, em grande medida transnacionais. A estes bem os conhecemos e a estes faço até a justiça de compreender a razão pela qual impõe, sem hesitações, a razão da força para impor uma teoria algo diferente. “Ou nós ou o caos”, o que na prática analisando bem se consubstancia na igual negação de alternativas e no fomento da teoria, entre os ignorantes, os iludidos, os arrependidos e as “baratas tontas” de que “São todos iguais”. São a total e absoluta negação convicta da democracia. Não comandam nem governam. Mandam e impõe-se pelas mais negativas razões. Sim. Fomentam o medo, a desconfiança, a ignorância, a ilusão e praticam habilmente a técnica do “dividir para reinar”. São, em suma, execráveis.

Feita esta breve análise, na qual admito muitos se possam rever como integrantes nalguns dos Grupos mas que desejavelmente gostaria que assim não fosse, e porque este texto apenas refere, tão somente e de forma exclusiva a opinião do autor, gostaria apenas de deixar uma nota final e uma sugestão à Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), para a qual este texto é escrito no âmbito do Projecto de Colaboração de Amigas e Amigos da AOFA.
Como nota final quero aqui deixar bem claro que penso que o posicionamento mais correcto, principalmente nesta fase crítica em que o nosso País se encontra, não é, de forma alguma, quer o do alheamento, quer o da ignorância quer o da persistência no erro (é nobre reconhecermos quando estamos errados e mudar consequentemente de opinião. Só os burros não o fazem). É igualmente nobre estar plenamente convicto das opções tomadas e, se for caso disso, persistir nas respectivas escolhas. É tão verdade que há pessoas sérias e competentes em todos os Partidos Políticos como é verdade que é perigosíssimo pensar-se que os Políticos são todos iguais e, por maioria de razão, que os Partidos Políticos são todos iguais. Porque efectivamente os Partidos Políticos não são todos iguais. Na realidade, e não é preciso sequer estar especialmente informado, bastando estar minimamente atento, Portugal dispõe, felizmente, de um vasto espectro de Partidos Políticos que defendem, nalguns casos de forma evidentemente antagónica, inúmeras alternativas igualmente plausíveis, esclarecedoras e viáveis. Importante mesmo é conhecer as opções que se nos colocam e, de forma consciente, intervir civicamente por todas as formas ao nosso alcance, incluindo o voto. Assim, a “Vergonhosa Teoria do “São todos iguais”” deverá ser tão rapidamente desmontada e abandonada quanto a urgência absolutamente inadiável de darmos um novo rumo a Portugal e ao futuro dos Portugueses. Seja ela qual for, entenda-se, desde que decorrente de uma informação cuidada e de uma opção definitivamente consciente. 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carl Bowman: a reencarnação é real...

José Lucas encontrou Carol Bowman no 6º Congresso Espírita Mundial, em Valência, Espanha, em 2010. Não é espírita. è uma pesquisadora de crianças e adultos em torno da reencarnação. A sua abertura de espírito fê-la aceitar o convite de partilhar as suas pesquisas num congresso espírita.

José Lucas: Costumamos estranhar o facto dos americanos acreditarem na reencarnação, pois temos a ideia de serem muito optimistas e de não terem crenças, que são mais virados para a matéria e, possivelmente, é uma ideia errada.
Carol Bowman: É uma ideia errada. São como em qualquer outro lugar no mundo, uns são inclinados para a espiritualidade e outros são muito materialistas e que não acreditam em nada para além da matéria. Mas pela minha experiência, enquanto crescia nos Estados Unidos e principalmente tendo sido estudante nos anos 60, havia uma grande revolução espiritual entre nós na faixa etária daquele grupo onde estava inserida. Procurávamos e buscávamos a religião eastern e espiritualidade. Há milhões de pessoas nos Estados Unidos que são muito devotas ao caminho espiritual.

JL: Ian Stevenson é uma referência para todo o mundo, mas Carol Bowman é muito conhecida em Portugal pelos livros que podemos encontrar em todo o lado…
CB: Interessante, não sabia.

JL: Mas sabemos que pesquisou e escreveu devido ao facto dos seus filhos…
CB: Sim, se tiver lido o meu primeiro livro refiro que ambos os meus filhos tiveram memórias de vidas passadas, ainda não tive tempo de falar das memórias da minha filha.

JL: Era católica, qual é a sua religião?
CB: Judia.

JL: E foi-lhe muito difícil de compatibilizar a religião com a reencarnação?
CB: Não, de todo.

JL: Mas os judeus não acreditam na reencarnação.
CB: Alguns acreditam, porque está na Cabala. Na realidade o meu avô era cabalista, embora ele nunca se referisse à tradição cabalística, que remonta ao século XII, pelo menos, quando começaram a escrever acerca dos ensinamentos místicos em Espanha e acreditavam na reencarnação.

JL: Então decidiu pesquisar e agora acredita com base em factos reais, e não numa crença cega.
CB: Sim, acho que foi quando eu era estudante, há muitos anos, passei a acreditar na continuação de uma consciência após a morte. Sabia que a reencarnação era real mas foi quando tive um episódio de regressão a uma vida passada, quando estive doente, que ficou mais real. Compreendi. E tem resultados práticos no processo de cura interior. Então, um ano antes dos meus filhos terem tido as suas memórias já eu tinha feito uma regressão a uma vida passada e fui curada, pelo que entendi até que ponto a reencarnação é um facto. Então, foi principalmente quando o meu filho teve a sua memória e a cura que pude verificar o potencial e observar as suas implicações reais.

JL: A Carol é judia, acredita na reencarnação, pesquisa e tem vários factos comprovativos. Acredito que nos Estados Unidos, mas julgo que um pouco por esse mundo fora, de uma maneira geral, as pessoas não sabem o que é o Espiritismo, por o confundirem com superstições, entre outros. No entanto, Espiritismo é muito mais do que mera superstição. Então, não receia que a conotem como bruxa ou com má índole, uma vez que se encontra num congresso espírita?
CB: Não, de todo! Não há nada a recear, tenho imensa curiosidade até porque sei da existência de outras dimensões da realidade onde se encontram os espíritos, as energias. Por ter estudado a reencarnação, sei que quando morremos existe uma consciência, uma energia que continua, e que inclusivamente mantém as suas memórias, pois quando reencarnamos trazemos connosco essas mesmas memórias. Há continuidade. Parece-me assim ser muito estimulante e não assustador.
JL: Já leu alguns livros de Allan Kardec?
CB: Li "O Livro dos Espíritos"  já há muito tempo.

JL: E qual a sua opinião? Achou um livro estranho, com uma filosofia estranha?...
CB: Bem, achei muito século dezanove em algumas coisas… conheço muitos médiuns nos Estados Unidos, alguns mesmo muito bons, e acho que o seu entendimento é envolvente e modificador, não é que seja desactualizado, mas pessoalmente tenho um entendimento mais simplista da vida após a morte.

JL: Alguns espíritas e muitas pessoas pensam que o Espiritismo é mais uma religião, mas não é. Tem uma vertente filosófica e moral. Eu estava curioso por ser a primeira vez que conheço alguém não espírita num congresso e gostava de saber como se sente em relação às pessoas e ao ambiente?
CB: Adoro as pessoas! (risos) São espectaculares. No ano passado palestrei num congresso espírita em Boston. Conheci lá a Vanessa e ela convidou-me a vir a este congresso. Perguntou-me se o meu livro tinha sido traduzido para espanhol, mas nem por isso. Foi traduzido para dezasseis línguas a nenhuma foi o espanhol. Então ela tratou disso. Sinto-me como se estivesse em casa, não me parece minimamente estranho.

JL: É uma pessoal muito simples.
CB: Nalgumas coisas sim, mas noutras sou muito complexa.

JL: A Carol é casada, tem dois filhos…
CB: Sou casada há 37 anos com a mesma pessoa…(risos)

JL: E o que pensa o seu marido sobre isto?
CB: Bem, ele viu as provas, as evidências.

JL: Ele acha que a esposa é doida ou acompanha-a e dá-lhe apoio?
CB: Apoia-me, até porque presenciou com os nossos filhos, vivenciou os factos e ele sempre teve a crença da existência de algo para além da matéria e no entanto é uma pessoa ponderada, um homem de negócios.

JL: Sinto que é uma pessoa muito bondosa e simples. Uma última pergunta, o que sente que deveria fazer em termos futuros no mundo, no que diz respeito ao seu trabalho?
CB: Como já disse, para mim é muito difícil esperar, e eu não canalizo isto assim, em primeiro lugar tenho que organizar ideias e meditar verdadeiramente no que vejo. É provável que venha aí mais um livro a caminho, o que dizer que quando escrevo é mesmo isso que faço. Tenho que me isolar, ir ao computador diariamente e é tudo o que consigo fazer. Por isso não o faço de ânimo leve, quando escrevo é com toda a seriedade e um compromisso de, pelo menos, uns dois anos. É provável que haja mais um livro a caminho, sobre como nos afectam as memórias de vidas passadas, desde o nascimento à fase adulta, e tratará das memórias de crianças nos padrões que aparecem na meninice resultantes provavelmente de vidas anteriores e que nos vão afectando sistematicamente até à fase adulta. Utilizarei alguns exemplos da terapia regressiva que faço a adultos.

JL: Pois, faz terapia de regressão a adultos. E continuará a pesquisar?...
CB: Sim, seguramente. É isso que eu faço. É como diz o meu marido, ninguém me iria contratar, sou “não contratável” pois não consigo ter qualquer outro emprego que não este. (risos)

JL: Podemos falar de outros como Edith Fiore, Ian Stevenson…
CB: Bem, eu faço algo diferente, penso que alcanço uma audiência diferente, um grupo muito sofisticado, pois os espíritas são muito educados, estudam o espiritismo, a reencarnação.

JL: Mas somos pessoas simples.
CB: Sim, em algumas coisas, mas são sofisticados e compreendem estes assuntos.
Sinto que nasci nos Estados Unidos provavelmente por apresentar este conteúdo enquanto mãe a quem aconteceu tal situação e com quem as pessoas se podem identificar, e não como sendo uma filosofia de vida, mas sim algo observável. Se os nossos filhos nos dizem isto, então é porque estão a ter memórias, memórias de vidas passadas.

JL: Todas as crianças têm sonhos e recordações de vidas passadas?
CB: Sim. Então eu acho que estando nos Estados Unidos consigo chegar a muitas pessoas pois é internacional. Se uma pessoa ou criança que esteja a passar por este fenómeno aceder a esta informação, através da internet, poderá identificar o que se passa com ela e obter ajuda, a confirmação de que não há nada de mal com ela, são memórias de vidas passadas. É isso que se faz, conversar e compreender que é real, perceber que é uma experiência verdadeira. É muito simples.  

(Entrevista a Carol Bowman, concedida a José Lucas, no 6º Congresso Espírita Mundial, em Valência, Espanha, 2010)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

AOFA - A Remuneração dos Oficiais


Sem máscaras! Sem camuflagens! Sem mentiras! A habitual frontalidade e VERDADE da AOFA. Neste documento "A Remuneração dos Oficiais das Forças Armadas" os camaradas do ACTIVO e da RESERVA que de forma tão especialmente BRUTAL têm vindo a sentir os cortes permanentes nas suas remunerações poderão verificar a crueza dos números e dos COLOSSAIS cortes! Quanto aos camaradas na REFORMA e dada a perda total de referências, a dupla penalização (apenas aplicável aos Militares), a denominada "Contribuição Especial de Solidariedade", entre outros, não permite sequer elaborar um quadro deste tipo mas, como se sabe, o panorama é ainda pior o que constituirá certamente um AVISO MUITO SÉRIO aos camaradas do Activo e da Reserva sobre a forma como, a todos nós, Militares, tem sido dado um tratamento discriminatório extremamente negativo. 

http://www.aofa.pt/rimp/AOFA_Regime_Remuneratorio_Perdas_2010_2014.pdf

SE....

" No dia e na Hora que Mandela parte e nos dias de risco para o Papa Francisco e as mulheres e os homens livres"


Se os desalmados recuperassem o Amor;
Se a mulher diáfana fosse a Rainha;
Se a Lua posasse nua, bela e livre;
Se as crianças tivessem tempo para viverem e brincarem;
Se o idoso pudesse ser sábio e morrer dignamente;
Se o suicídio saísse da agenda da dor e do desespero;
Se os abraços e beijos substituíssem a metralha;
Se os agiotas partissem, por todo o sempre;
Se a Liberdade vivesse Livre;
Se o crime baixasse às prisões
E, não ao invés,
A Liberdade prisioneira
e o Crime campeão:
O Mundo seria, simplesmente Mundo -
Terra da fecundidade e do pão;
das flores, dos amores perfeitos e das borboletas;
do vento bonançoso que de manhã ama as pétalas;
dos mares e oceanos largos e grandes;
do céu luminoso e azul;
Terra do fogo vulcão da paixão,
do sexo,
da sabedoria, 
e, finalmente,  para sempre, Mundo da felicidade
que não esquece a dor, a saudade e a morte.

10 Dezembro 2013

andrade da silva

PS:


E se, em Portugal, tivesse havido sabedoria, generosidade, reconhecimento  teria acontecido, alguma vez,o sacrifico vil de tantos e tão generosos militares de Abril que cometeram o crime maior, de sem nada pedirem, ajudarem a libertar o seu povo, e, aqui, em Portugal, como na África o Sul, com uma natural aproximação  ao partido comunista, mas nunca com quebra da vigorosa  independência  do MFA,  seguida por muitos,  a cujo grupo, sempre me honrei de pertencer? 

 E também em Portugal, no Alentejo, nunca o PCP tentou interferir na minha acção, como delegado do MFA, ou tentou instrumentalizá-la, o que, não quer dizer que não tenha tido iniciativas próprias que não foram conhecidas do MFA.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Consequências da Crise na Grécia

Rir é o melhor remédio, e é grátis. Nesta época natalícia, é uma prenda que alivia um pouco a tristeza pelas malvadezas que nos têm feito.
Não sei como poderá ser em Portugal, mas parece que na Grécia...
Pasimar
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA
1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros Pan inauguram um prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende os espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça".
9. Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocos.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre um resort hetero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos apaga os números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é agarrado em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-tecto.
19. Descoberto o porquê da crise: Os economistas estão falando grego!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Paulo Morais no Parlamento


Intervenção de Paulo Teixeira de Morais, Professor Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto, Director do Instituto de Estudos Eleitorais da mesma Universidade e Vice-Presidente da TIAC - Transparência e Integridade, Associação Cívica, no XV ENCONTRO PÚBLICO PASC - REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.


O VETERANO DA GUERRA DE ÁFRICA.






Uma foto colossal do Major Marcelo Borges, mas que, neste país, pequeno, poucos a olham, vendo .

Todavia está lá tudo, até o Stresse Pós Traumático.


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Cancioneiro do Niassa:
http://www.youtube.com/watch?v=J4yHrvp98Ro

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Precedente? Não, Consequência!

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No dia 21 de Novembro de 2013, diversas Forças de Segurança  deram corpo a uma manifestação convocada pelos respectivos Sindicatos para, frente à Assembleia da República, expressarem a sua indignação pelo tratamento a que vêm sendo sujeitas pelo governo, num protesto que congregou vários milhares de pessoas.

No final dessa manifestação, homens e mulheres ali presentes ultrapassaram as barreiras metálicas e subiram a escadaria fronteira ao edifício da Assembleia da República, num acto que, indo para além das palavras, afirmava claramente o seu nível de indignação.

Este acto foi condenado por muitos comentadores, jornalistas, políticos e, com especial ênfase, pelo governo. Neste caso, são relevantes as seguintes afirmações:

. Ministro da Administração Interna: um acto “absolutamente inaceitável”. “Primeiro porque as regras de segurança são para cumprir. Depois porque quem tem por missão fazê-las respeitar não pode dar o exemplo de as violar”. E, sendo “especialmente graves”, “tinha que haver consequências a tirar”. “Num Estado de Direito”, há regras que devem ser observadas e limites que não podem ser ultrapassados”, garantindo que tais acontecimentos seriam uma “excepção” e que “não voltarão a repetir-se”. Acrescentou ainda “Isto é um requisito essencial não apenas da defesa do Estado de Direito, mas também da defesa da imagem de prestígio e de credibilidade dos agentes e das forças de segurança”.

. Primeiro-ministro: “O que se passou não é um bom indicador da própria autoridade das forças de segurança”. O protesto “não deveria ter ficado ensombrado pelo facto de manifestantes que pertencem a forças de segurança terem quebrado as regras que, enquanto estão em funções, devem fazer respeitar”. Por isso, “o governo e as próprias polícias devem tirar consequências do que se passou, de modo a que não haja um enfraquecimento das próprias forças de segurança no cumprimento do seu dever”.

. Porta-voz do PSD: “Todos nós temos consciência de que existem organizações que têm o especial dever de exemplo na sua actuação”.

. Líder da bancada do CDS/PP: “Num Estado de direito democrático [estes acontecimentos] não podem voltar a repetir-se”. “Estes actos são graves e não se devem repetir”.

Podemos concluir que estas afirmações, entre outras de semelhante teor, classificam aqueles incidentes como um “precedente grave”, que não pode “voltar a repetir-se”.

Mas, será efectivamente “um precedente”?

Todas aquelas afirmações chamam em seu favor “o Estado de Direito” e “o especial dever de exemplo na sua actuação” de organizações e instituições que integram esse Estado de Direito.

Poderemos dizer, sem margem para dúvidas, que essas organizações e instituições têm feito prática efectiva desse “dever de exemplo na sua actuação”? Vejamos, numa breve análise, o que nos diz a prática do governo:

1. Concorreu às eleições com um específico programa. Porém, logo que tomou posse, iniciou o cumprimento de um outro programa, oposto ao apresentado a sufrágio. Dado que as eleições foram livres e democráticas, permitindo assim que qualquer partido apresentasse, sem quaisquer entraves, o programa que desejasse, este acto só pode ser considerado como ferido de desonestidade política. Não é um exemplo para ninguém de boa-fé.

2. Numa das primeiras audições na Assembleia da República, o governo afirmou, peremptoriamente, ter constatado “um desvio colossal” nas contas do Estado. Teria sido actuação exemplar o governo declarar-se “impossibilitado de cumprir o programa com que tinha concorrido às eleições”, e assumir-se como “governo de gestão corrente” até que uma auditoria independente e urgente analisasse as contas do Estado para: a) confirmar ou infirmar tal “desvio colossal”; b) em caso de confirmação: identificar os responsáveis, e seguir os adequados procedimentos jurídicos; permitir ao governo reapreciar o seu programa e avaliar da viabilidade de o cumprir ou, em caso negativo, solicitar novas eleições de modo que o País pudesse ser informado, com transparência, da real situação que teria que enfrentar, e dos responsáveis por ela. O governo não só não deu este exemplo, como procedeu de tal modo que só há lugar a uma interpretação: ter-lhe-ia “caído nas mãos” um “fundamento” que, “devidamente explorado”, sustentaria e orientaria toda a acção governativa – afinal, a que sempre desejara! -, culpabilizando sistematicamente (ainda hoje!) o anterior governo, numa atitude, e prática, da desonestidade política já referida.

3. Toda a acção governativa, desde a tomada de posse do governo, tem-se pautado pelos seguintes “exemplos: a) um constante apelo à divisão entre os portugueses, evidenciando assumida hipocrisia política, pois o seu objectivo não é governar “pelo Povo e para o Povo” – objectivos fundacionais da Democracia e do Estado de Direito! -, mas sim governar contra o Povo; b) a subserviência com que impôs o cumprimento de compromissos com os poderosos (internos e externos), quebrando com absoluto desdém os compromissos (de décadas!) assumidos com o Povo, particularmente os mais fracos e desfavorecidos, revelando uma clara cobardia política; c) a persistência com que vem roubando, e quer continuar a roubar, os pensionistas e reformados, considerados como descartáveis, num acto que constitui um verdadeiro crime político.

4. O conjunto nada edificante de todos estes actos, que têm vindo a dar forma e conteúdo substantivos à acção governativa determinam uma conclusão firme: este governo é ilegítimo!

Mas para além do governo, importa analisar outra instituição cuja acção tem que ser, num Estado de Direito democrático, crucial como fonte e exemplo de Cidadania e do exercício Ético do Poder – a Presidência da República. Vejamos então:

A. Aquando da sua reeleição, o discurso de vitória foi um discurso rancoroso, vingativo e discriminatório: não seria o Presidente de todos os portugueses.

B. A opção, legal, que fez por ser remunerado pelas suas pensões em detrimento do vencimento como Presidente da República, significa duas coisas: considera a sua pessoa acima da Função Presidencial, subalternizando o poder institucional desta; desrespeita, em absoluto, um Povo inteiro.

C. Do discurso proferido na Assembleia da República, a 25 de Abril de 2013, ressalta que apenas reconhece como “seu povo” aqueles que, mesmo sendo sistematicamente violentados, desprezados, ofendidos, roubados, humilhados, se mantêm submissos e obedientes. Todos aqueles que clamam a sua indignação perante as malfeitorias a que o governo os tem vindo a agredir, não são merecedores da sua pessoa.

D. Mais recentemente, num apelo à “serenidade”, garantiu que devíamos essa “serenidade” aos “credores que têm os olhos postos em nós”. É difícil imaginar maior subserviência!

Poderiam ser apenas tristíssimos exemplos da actuação de um “presidente” da República. Vão, no entanto, muito para além disso: são expressão concreta duma cumplicidade assumida com o governo e a sua prática governativa.

Ambos, “presidente” e governo, têm levado até ao limite da resistência o desprezo para com o Povo. Todos os exemplos da acção de ambos conduzem à mesma conclusão: não estamos confrontados com diferentes opções quanto aos caminhos a percorrer para construirmos um Futuro em que, como Comunidade, nos possamos reconhecer Dignos, Livres e Solidários; estamos, sim, perante a oposição entre o caminho de máximo bem-estar para uns poucos poderosos (cada vez mais poderosos) e o do empobrecimento, miséria e desespero da imensa maioria do Povo.

São estes os tristes, feios, execráveis, exemplos da forma como duas instituições, fulcrais num Estado de Direito democrático, dão do cumprimento de “regras que devem ser observadas e limites que não podem ser ultrapassados”, esquecendo-se – melhor, lembrando-se de se esquecerem! – que é nelas que reside, e delas tem que emanar esse “requisito essencial não apenas da defesa do Estado de Direito, mas também da defesa da imagem de prestígio e de credibilidade” (que ambos, “presidente” e governo, já não têm! ).

A subida da escadaria da Assembleia da República por parte de manifestantes das forças de segurança terá sido um acto “especialmente grave”? Eventualmente.

Mas Não constitui um Precedente! Não! É uma Consequência da inquestionável ilegitimidade com que o governo e o “presidente” da República exercem as suas funções, criando um colossal fosso de desconfiança, com ambos de um lado, e as restantes instituições nacionais e a Comunidade como um todo do outro.

E esta Consequência, e outras que porventura venham a acontecer, por mais graves, até dramáticas, que possam ser, são da total responsabilidade deste governo e deste “presidente”!

sábado, 30 de novembro de 2013

AS MEDIDAS QUE VÊM PENALIZANDO OS MILITARES

Exmos. Senhores
Chefes dos Gabinetes de Suas Excelências os:
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
Chefe do Estado-Maior da Armada
Chefe do Estado-Maior do Exército
Chefe do Estado-Maior da Força Aérea

Em nome da AOFA, venho solicitar a Vossas Excelências se dignem levar ao conhecimento de Suas Excelências os Chefes de Estado-Maior o seguinte:

Havendo alguns antecedentes que, nomeadamente desde 2005, prenunciavam a redução de direitos consagrados na Lei nº 11/89, Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar, constituindo contrapartida ao leque vastíssimo de restrições e deveres a que somos sujeitos, 2011 marcou uma mudança para pior, situação que se acentuou nos dois anos seguintes e que parece não ter fim. Tudo isto, infelizmente, sem que fossem adequadamente responsabilizados os que trouxeram o País para o ponto em que se encontra e a partir de medidas de equidade bem duvidosa.

A proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2014 (OE/2014) e diplomas, de matriz semelhante, que se lhe encontram associados nos objectivos, vêm manter os pesados sacrifícios que impendem sobre os militares, reforçar violentamente parte deles, e trazer, outrossim, até algumas novidades, como sempre penalizadoras. 

Mais: entidades europeias já vêm avisando que em 2015 e 2016 haverá que proceder a novos e substanciais cortes.

Ora, os militares têm estado na linha da frente dos sacrifícios mais pesados impostos aos portugueses e sabem o que, de novo, os espera se o que vem sendo anunciado for por diante.

Ainda por cima, tudo isto vai acontecendo ao mesmo tempo que os militares são sujeitos a medidas de que outros são excepcionados, como sucede, por exemplo, aos que transitam para a situação de reforma, vendo a respectiva pensão ser calculada tendo como referência a remuneração de reserva reduzida e, já nessa situação, vêem recair sobre esse montante o efeito da contribuição extraordinária de solidariedade, o que configura uma violenta dupla penalização, ocorrência de que os magistrados são expressamente excluídos na lei (disposição de isenção que irá ocorrer, também, nos cortes previstos para as pensões de reforma fixadas até 2005).

Por outro lado, os militares vêem desaparecer os mecanismos de salvaguarda estabelecidos na lei, como, por exemplo, o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas (FPMFA), para o qual milhares deles vinham contribuindo, e os complementos de pensão, criados, um e os outros, por sinal, por Sua Excelência o actual Presidente da República enquanto, na época, Primeiro-Ministro, para amortecer as ondas de choque causadas pelas profundas alterações estatutárias que tiveram lugar em 1990.

FPMFA, a necessitar quase certamente de revitalização, mas um instrumento essencial, não só para os que combateram em África, que se encontram, sem qualquer outra alternativa, já no final da vida, como também para os mais jovens que se verão na situação de reforma, até pela especificidade da respectiva carreira, com pensões por vezes bem inferiores a 50% da última remuneração no activo.

Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional (MDN) vem, ainda por cima, afirmando que Suas Excelências os Chefes Militares o vêm acompanhando nas decisões que ele e o Governo tomam.
Admitindo que, em privado, Suas Excelências os Chefes de Estado-Maior fazem uso do Dever de Tutela estatutariamente estabelecido, não se ouve, no entanto, publicamente, da sua parte, uma palavra sobre as declarações de Sua Exa. o MDN, que possam restituir aos militares um horizonte de esperança de que parece quererem arredá-los.

Sabemos dos sacrifícios impostos aos nossos concidadãos, com especial relevo, pela sua dureza, para os que vêm sofrendo os que servem o Estado, entre eles os militares, os pensionistas e os reformados, mas entendemos como necessária essa palavra.

Atrevemo-nos, por isso, a pedi-la a Suas Excelências os Chefes Militares.

Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da AOFA

Manuel Martins Pereira Cracel
COR TPAA